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11/03/2010 LOGIN | CADASTRO | MUDAR DE SEGMENTO ENGLISH | ESPAÑOL
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As perdas causadas pela poluição atmosférica


Conheça o tamanho dos prejuízos causados pela má qualidade do ar

O dia 14 de agosto tem um significado importante para o meio ambiente, é o “Dia do Combate à Poluição”. Para lembrar a data o Portal CONPET coloca no ar um especial sobre o tema que vai abordar a poluição do ar e seus principais causadores.

A poluição do ar em grandes cidades é um sério problema de saúde pública, pois provoca na população doenças respiratórias como asma, bronquite e até mesmo câncer, levando à morte. Segundo o professor da Faculdade de Medicina da USP Paulo Saldiva, somente a cidade de São Paulo perde cerca de US$ 450 milhões por ano com mortes que acontecem antes do tempo. De acordo com ele, viver em São Paulo corresponde a fumar quatro cigarros diariamente em virtude das partículas em suspensão no ar que resulta em média a perda de dois anos de vida.

Mas nem tudo são más notícias. O Ministério do Meio Ambiente comemorou recentemente os 20 anos de criação do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). De acordo com números divulgados pelo governo, as emissões veiculares de CO2 foram reduzidas em 94% nos veículos novos.

“Isso me faz afirmar que conseguimos uma melhora substancial da qualidade do ar”, corrobora o professor Saldiva. Ele explica que, se o Proconve não funcionasse, a perda com as mortes somente na cidade de São Paulo seria de US$ 600 milhões.

As alternativas para combater a poluição em foco na atualidade são a melhoria do sistema de transporte em conjunto com a popularização das novas tecnologias de motores e combustíveis mais limpos. Na 1a. Conferência do Ar Limpo para Cidades de América Latina, foram discutidas propostas que serão repassadas às cidades da região nos próximos dois anos.

Enquanto essa melhora não chega, saiba neste especial quais são, como se formam e o que podem causar os principais gases e as partículas que respiramos todos o dias e nem percebemos.

Entenda o que são as partículas totais em suspensão


Quanto menores as partículas, mais nocivas à saude humana

O termo material particulado (MP) denomina uma mistura de partículas sólidas e gotas de líquidos suspensas no ar. Originadas de fontes naturais (poeira espalhada pelo vento) ou artificiais (fumaça de cigarro, queima incompleta do combustível em veículos, setor industrial, construção civil e processos agrícolas), elas podem ser grandes e escuras (fumaça e fuligem) ou muito pequenas, visíveis apenas no microscópio.

O ser humano retém as partículas maiores nas vias superiores de seu aparelho respiratório. Já as menores podem atingir os alvéolos pulmonares, onde ocorrem as trocas gasosas, causando irritação nos olhos e na garganta, alergia, asma, bronquite crônica, além de reduzir a resistência a infecções.

Nos últimos 20 anos, a poluição do ar por veículos leves e pesados foi reduzida em 94% no país, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O MP é um dos poluentes presentes nesta contabilidade, juntamente com o monóxido de carbono (CO), os hidrocarbonetos (HC) e o óxido de nitrogênio (NOx).

Para o médico e professor da Universidade de São Paulo, Paulo Hilário Nascimento Saldiva (leia entrevista no portal CONPET), uma das razões desta melhoria foi a criação do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) em 1986. Nas primeiras medições, lembra ele, as médias anuais na região metropolitana de São Paulo eram de 90 microgramas por m3 de material particulado inalável (fuligem). Hoje, este número foi reduzido a um terço do que era antes.

Classificações

 Além das PTS, as outras duas classificações do MP são partículas inaláveis (MP10) e fumaça (FMC).Quanto menor o tamanho, maior é o seu
 potencial para causar problemas à saúde humana. Para esta medição, utiliza-se uma unidade do Sistema Internacional de Unidades (SI) chamada micrometro, micrómetro ou micron, cujo símbolo é µm. Ele é o milionésimo de metro. O diâmetro das PTS é menor que 100 µm.

Até 1989, a legislação brasileira se preocupava apenas com as PTS. No entanto, a partir de 1990, a atenção também se voltou para as MP10, visto que, por penetrarem mais profundamente no aparelho respiratório humano, são mais maléficas à saúde.

O MP pode absorver substâncias tóxicas e carcinogênicas, o que aumenta o risco de adoecimento das pessoas. Ele diminui as trocas gasosas entre as espécies vegetais e a atmosfera e danifica o patrimônio, em especial as tintas. Quando algumas substâncias como o dióxido de enxofre (SO2) estão no ar na forma de MP, o efeito nocivo deste gás é agravado.

Milhões de toneladas de monóxido de carbono são jogadas na atmosfera durante o ano


Monóxido de carbono é o maior poluente do ar

A emissão de monóxido de carbono (CO), um gás sem cor e altamente tóxico, está relacionada principalmente com o processo de combustão tanto em fontes móveis (motores a gasolina, diesel ou álcool) quanto em fontes fixas industriais. Só na região metropolitana de São Paulo, que possui um quinto dos veículos do país, cerca de 1,46 milhão de toneladas do poluente são lançadas na atmosfera ao ano.

Os efeitos da exposição dos seres humanos ao monóxido de carbono estão associados à capacidade de transporte de oxigênio na combinação com hemoglobina do sangue, uma vez que a afinidade da hemoglobina com o monóxido de carbono é 210 vezes maior do que com o oxigênio, por exemplo. Se aspirado, o CO substitui o oxigênio na reação que este forma com a hemoglobina, podendo causar morte por asfixia.

De acordo com o relatório da qualidade do ar (2005), divulgados pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), as concentrações médias da substância têm apresentado tendência de queda, motivados principalmente pela renovação da frota de veículos leves. De acordo com as estatísticas do Proconve, Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, a emissão de monóxido de carbono para a atmosfera foi reduzida em 98% ao ser comparada aos índices de 20 anos atrás.

A redução se deu da seguinte forma: o programa estabeleceu normas de controle de emissão, estabelecendo metas que fizeram com que a indústria automobilística encontrasse tecnologias para diminuir a quantidade de poluentes lançados ao ar. Por estas normas, pode-se destacar a substituição de carburadores por sistemas de injeção, que controlam eletronicamente a alimentação de combustível, melhorando a combustão e o correspondente consumo, assim como a implantação de catalisadores.

Para a técnica do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) Lisa Gunn, é necessário que haja uma mudança do padrão de produção e consumo. Tanto consumidores como empresas podem mudar hábitos que se reverteriam em ganhos para o meio ambiente. Para que isso ocorra de forma efetiva, a técnica diz que tem que haver uma cooperação entre a iniciativa privada e a pública.

“É difícil recomendar que as pessoas utilizem o transporte público para desafogar o trânsito e melhorar a qualidade do ar, se ele não funciona direito. Queremos conscientizar sobre os produtos de consumo, desde que haja alternativa”, diz.

Índices de dióxido de enxofre estão caindo


Melhorias no combustível garantem futuro mais limpo

Nem todos os índices de poluentes atmosféricos aumentaram nos últimos anos. De acordo com relatório anual da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) de 2005, os níveis de dióxido de enxofre (SO2) na região metropolitana de São Paulo têm repetidamente ficado abaixo dos índices máximos determinados pela Organização Mundial de Saúde (125 μg/m³ – 24h).

Nos últimos dez anos a legislação relativa aos poluentes atmosféricos tem progressivamente se tornado mais restritiva, em especial com relação à emissão de enxofre pelos veículos. Desde o início da década de 90, houve uma redução de 13 mil para 2 mil ppm (partes por milhão) nos índices de enxofre no diesel brasileiro.

O dióxido de enxofre surge, principalmente,como resultado de processos em que há queima de óleo combustível, de carvão e de diesel. Nos seres vivos, níveis elevados do gás causam desconforto na respiração e o agravamento de problemas respiratórios e cardiovasculares. Na atmosfera, podem levar à formação de chuva ácida, provocando malefícios diversos ao meio ambiente.

A implantação de algumas medidas pode ajudar a reduzir ainda mais os níveis atuais. Entre as medidas que têm ajudado na diminuição dos índices de SO2 no ar estão a adoção de conversores catalíticos, principalmente nos veículos e nas indústrias. A outra é investir em pesquisas para melhorar a qualidade do combustível, principalmente o diesel que, apesar de mais econômico do que a gasolina, produz duas vezes mais óxido de nitrogênio (NO) e seis vezes mais SO2.

Para suprir esta demanda, a Petrobras desenvolveu o 'Novo Diesel', com 75% menos enxofre do que o diesel tradicional. Ele atende à legislação atual, que estabelece um teto de 500 ppm de enxofre por cm3 do combustível. Até 2010, a empresa também vai reduzir os níveis de enxofre na gasolina de 1000 para 50 ppm. A medida vai diminuir a emissão de poluentes e ainda melhorar a durabilidade dos motores.

De acordo com Jesuíno Romano, responsável pela divisão de tecnologia de avaliação da qualidade do ar da Cetesb, algumas empresas também ajudaram a reduzir o nível do poluente ao trocarem o diesel dos geradores de energia pelo gás natural. Os motoristas que fizeram conversão para o kit gás também têm seus méritos. “Os motoristas que utilizam este tipo de combustível também representam uma contribuem para a melhora da qualidade do ar”, acrescenta ele.

Partículas inaláveis provocam problemas pulmonares


EconomizAR e Transportar contribuem para reduzir a emissão de fumaça preta

As partículas que compõem o material particulado (MP) podem ser grandes e escuras (fumaça e fuligem) ou muito pequenas, visíveis apenas em um microscópio. As menores são chamadas partículas inaláveis (MP10). Quando
retidas pelo homem, elas podem atingir os alvéolos pulmonares, onde ocorrem as trocas gasosas, causando irritação nos olhos e na garganta, alergia, asma, bronquite crônica, além de reduzir a resistência a infecções.

A poluição do ar por veículos leves e pesados vem sendo reduzida no país desde 1986, ano da criação do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). De acordo com o médico e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Hilário Nascimento Saldiva (leia entrevista no portal CONPET), as médias anuais das primeiras medições do Proconve na região metropolitana de São Paulo eram de 90 microgramas de particulado inalável (fuligem). Hoje, este número foi reduzido a um terço do que era.

Classificações

Além de MP10, o MP é classificado em mais dois tipos: partículas totais em suspensão (PTS) e fumaça (FMC). Quanto menor o tamanho, maior é o seu potencial para causar problemas à saúde humana. O diâmetro das MP10 é m
enor que 10 µm, sendo que as menores que 2,5 µm são classificadas como partículas inaláveis finas (MP2,5) e as de tamanho entre 2,5 a 10µm são chamadas partículas inaláveis grossas.

Já a FMC (fumaça preta) é resultado da queima incompleta dos veículos automotores movidos a diesel. Além de seus danos para a saúde das pessoas, ela provoca o aumento da turbidez do ar, causando a redução de visibilidade. O CONPET, por meio do  Projeto EconomizAR e do Projeto Transportar, promove, entre outros, a melhoria da qualidade do ar com a redução da emissão de fumaça preta.

O EconomizAR, criado em 1996, dá apoio técnico ao setor de transporte rodoviário de passageiros e cargas. Até 2003, ele contribuiu para que 18.000 toneladas de particulados por ano não fossem emitidos para a atmosfera. Por sua vez, o Transportar, que funciona há três anos no terminal de abastecimento da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP), evitou, até o final de 2005, a emissão 1230 toneladas de particulados por ano.

Veículos respondem por 96% dos óxidos de nitrogênio


Somente veículos movidos a eletricidade eliminariam o problema

Um poderoso poluente, o grupo dos chamados óxidos de nitrogênio (NOX), preocupam as grandes cidades como São Paulo. Segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), anualmente são lançados na atmosfera cerca de 317 mil toneladas desses óxidos. Os dados, referentes a 2005, foram publicados no Relatório da Qualidade do Ar da companhia.

Aproximadamente 7,5 milhões de veículos, correspondentes à frota paulistana, são responsáveis por 96% de todo material lançado ao ar. Somente nos últimos anos a capital conseguiu ficar dentro dos limites estabelecidos pelo padrão máximo, 320 μg/m³.

O principal óxido emitido é o dióxido de nitrogênio (NO2), um gás de cor marrom e com forte odor. Por ter baixa solubilidade, é capaz de penetrar profundamente no sistema respiratório, podendo dar origem às nitrosaminas, substâncias capazes de causar câncer. O NO2 também é causador da chuva ácida, que prejudica a vegetação e corrói construções. Quando inalado excessivamente pelo homem, é um poderoso irritante, causando sintomas semelhantes aos do enfisema, doença resultante da destruição gradual e progressiva dos alvéolos pulmonares, quando inalado excessivamente. Na natureza, é um dos componentes da chuva ácida.

Os motores de veículos são os principais formadores de óxidos de nitrogênio, além de outros poluentes atmosféricos. Para minimizar o problema, o ideal é utilizar gasolina sem chumbo, usar catalisadores, que barram parte dos poluentes) e melhorar a qualidade do diesel atual. Motores que utilizam este combustível poluem seis vezes mais do que os seus similares movidos à gasolina.

O Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) estabeleceu metas para indústrias automobilísticas reduzirem a quantidade de óxidos de nitrogênio eliminados pelos automóveis. De acordo com o responsável pela divisão de tecnologia de avaliação da qualidade do ar da Cetesb, Jesuíno Romano, os índices já foram reduzidos em mais de 50% desde 1993.

Na primeira fase do programa, os índices de de poluição eram de 10,7g/Kw/h. Hoje os índices estão em 4,66g/ Kw/h. Medidas assim têm sido adotadas em todo o mundo. Romano ressalta que ainda há muito o que fazer. "Nos EUA, houve uma redução de 95% dos níveis deste poluente desde 1970", diz.

Romano explica ainda que a maioria dos tipos de poluentes atmosféricos diminui com a substituição dos combustíveis "tradicionais" (gasolina e diesel) pelo gás natural. O resultado não se repete com os índices de óxidos de nitrogênio, que continuam os mesmos. "Nestes casos, o ideal seria adotar veículos movidos a eletricidade, um mercado ainda restrito aqui no Brasil. Até porque a eletricidade reduz drasticamente a emissão de praticamente todos os poluentes", explica ele.

Ozônio tem lado bom ou ruim


Gás tóxico aumenta de concentração no verão

A maioria das pessoas não sabe, mas dependendo da localização do gás ozônio na atmosfera, ele pode ser muito tóxico para os seres vivos. Ao mesmo tempo, sua presença a cerca de 10 a 15 km de altura, na chamada baixa estratosfera, ajuda a filtrar os raios solares ultravioleta, causadores de queimaduras e danos diversos à pele.

Quando próximo ao chão, o ozônio pode gerar problemas de saúde como tosse, fadiga, diminuição da resistência a infecções e agravamento de doenças respiratórias. Nas plantas, ataca o equilíbrio ambiental do ecossistema, pois altera a sua composição bioquímica.

A formação do gás se dá a partir de uma reação fotoquímica natural, que ocorre na atmosfera quando são combinados alguns componentes, denominados "precursores". São eles: luz solar, alta temperatura, umidade, óxido de nitrogênio e orgânicos voláteis (emitidos com a queima de combustíveis fósseis).

De acordo com o Relatório da Qualidade do Ar 2005 publicado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), a formação do ozônio e sua concentração é mais relacionada aos fatores climáticos do que à emissão de gases da queima de combustíveis. “Na primavera e verão temos mais chuvas, o que facilita a dispersão dos poluentes, mas ao mesmo tempo a luz e calor são mais intensos. Por isso, a concentração do gás aumenta nas estações mais quentes e não no inverno”, completa.

A gerente da Cetesb explica ainda que não há uma maneira para combater de forma eficaz a formação do ozônio em todo o mundo. “Uma maneira de fugir do poluente é não realizar atividades físicas entre as 11h da manhã e o final da tarde, pois é neste horário em que verificamos a maior concentração do gás”, recomenda ela. Ela também dá uma dica para minimizar a formação de ozônio. “Abastecendo o carro ao final do dia, evitamos que os orgânicos voláteis do combustível entrem em contato com os outros componentes precursores e gerem ozônio”, finaliza.

Concentração em queda

Em seu relatório, a Cetesb apresentou a análise das medições na Grande São Paulo e em algumas cidades do interior do estado. A companhia diz que a concentração de ozônio em 2005 esteve abaixo da média histórica dos anos anteriores. Ainda assim, o documento aponta que o nível de concentração de ozônio ultrapassou os níveis máximos recomendáveis em 51 dias, ou seja, 14% dos dias do ano.

A técnica do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Lisa Gunn, explica que a responsabilidade pela diminuição do poluente não é exclusiva da Cetesb. ”O consumidor tem sua parte de responsabilidade”,diz. Ela ressalta que o trabalho do instituto foca a educação das pessoas e procura relacionar o hábito de consumo da população aos problemas ambientais.

“Desde a década de 90 os consumidores se preocupam com o meio ambiente mas não relacionam o que consomem com a degradação”, revela Gunn. E objetiva “Nossa intenção é fomentar ações para educar as pessoas e assim conscientizá-las sobre os impactos que uma ação pode ter sobre sua vida cotidiana”.

Entre as ações do Idec estão parcerias com o Ministério da Educação (MEC) e Ministério do Meio Ambiente (MMA). De acordo com Gunn, cerca de 34 mil professores do ensino fundamental passaram por cursos de capacitação profissional com material editado pelo instituto. “Esse material é formado por cartilhas que estimulam o consumo sustentável e estão em nosso site para download”, conclui.

Monóxido de carbono é o maior poluente do ar
Veículos e motores movidos a combustíveis fósseis são os maiores responsáveis
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